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Chris Jordan mostra até onde o plástico que descartamos pode chegar

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Quem consegue viver sem plástico? Este material versátil e barato é parte do nosso cotidiano, mas tem custado caro para o planeta. Quando não reciclado e mal descartado, resíduos de plástico têm grandes chances de desembocar em rios e mares. As consequências decorrentes deste problema já estão aí, um mapeamento publicado em 2014 nos Anais da Academia Nacional de Ciências estima que existe 10 mil toneladas de plástico flutuando na superfície dos oceanos. E foi pensando aonde vai parar a enorme quantidade de plástico que consumimos que o artista Chris Jordan desenvolveu o projeto Midway: Message from the Gyre, em 2009.

Fotografia de Chris Jordan, do projeto “Midway: Message from the Gyre, 2009

As fotografias de filhotes de albatrozes foram tiradas no Atol Midway, um pequeno trecho de areia e coral, próximo ao meio do Pacífico Norte, há mais de 2000 km do continente mais próximo. Ainda em ninhos, filhotes são alimentados de plástico por seus pais até ficarem de barriga cheia. Os pais voam sobre o vasto oceano poluído recolhendo o que para eles parece comida. Nesta dieta de lixo humano, a cada ano, dezenas de milhares de filhotes de albatrozes morrem no Atol Midway por fome, toxicidade e asfixia, ingerindo quantidades letais de plástico, trazidos como alimento pelos pais.

Fotografias de Chris Jordan, do projeto “Midway: Message from the Gyre, 2009“. Para documentar esse fenômeno o mais fielmente possível, Chris conta que nenhuma peça de plástico que aparece nas fotografias foi movida, colocada, manipulada, configurada ou alterada. As imagens retratam o conteúdo no estômago de filhotes de pássaros em um dos mais remotos santuários marinhos do mundo.

“Para mim, ajoelhado sobre suas carcaças é como olhar para um espelho macabro. Estas aves refletem o resultado espantoso e emblemático do transe coletivo que caracteriza nossa corrida e consumismo desenfreados pelo crescimento industrial descontrolado. Como o albatroz, nós, do primeiro mundo, seres humanos, nos encontramos sem capacidade de discernir o que é mais nutritivo do que é tóxico para as nossas vidas e nossos espíritos. Morreu engasgado em nossos resíduos o albatroz mítico, que nos convida a reconhecer que o nosso maior desafio não se encontra lá fora, mas aqui mesmo.” Chris Jordan

Em 2012, Chris lançou uma campanha de financiamento coletivo para realização de um filme documentário sobre o Atol Midway. O projeto, ainda em andamento, é uma importante narrativa sobre a interrelação entre pessoas e os delicados seres e recursos do planeta. Como nos pergunta Chris, no trailer do filme – “nós teremos a coragem para enfrentar as realidades do nosso tempo? De maneira que possamos sentir profundamente, a ponto de transformar a nós mesmos e o nosso futuro?”


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